sábado, 26 de março de 2011

O PERIGO DAS ORAÇÕES MÁGICAS

         
        "Um dos efeitos colaterais do evangelho da prosperidade material é que ele prende as pessoas num nível superficial, ou até mesmo ausente de intercessão. O máximo que as pessoas se envolvem é com suas próprias necessidades financeiras e com seus problemas pessoais. Dessa forma é que alguns deixam de ser abençoados e até prolongam seu sofrimento. Jó só teve sua situação restaurada quando tirou os olhos de si mesmo e intercedeu pelos amigos acusadores. Foi através da intercessão que o seu cativeiro foi revertido.
          Uma vida de oração voltada apenas para as necessidades pessoais pode traumatizar o dom da intercessão da Igreja. Esta ênfase de satisfazer caprichos pessoais, em detrimento das verdadeiras conquistas do Reino, tem produzido pessoas ineficientes na batalha espiritual e embotado o crescimento qualitativo da Igreja.
          Precisamos mais que uma oração mágica de um "superpastor" que tudo o que consegue é apenas viciar as pessoas numa fila de oração. As pessoas estão acostumadas a transferir seus problemas e responsabilidades para os outros, e a forma como as tratamos só reforça essa situação. A pregação do evangelho que centraliza as necessidades humanas e não a cruz e o senhorio de Cristo está corrompido pelo humanismo secular. Dessa forma, podemos entender a estranha advertência que Jeremias recebeu de Deus:
         "Tu, pois, não ores por este povo, nem levantes por ele clamor ou oração, nem me importunes; pois eu não te ouvirei" - Jr.7.16....
          Deus não se sensibiliza com nossa autopiedade, ou com uma atitude de subjugamento espiritual, por mais que estejamos sofrendo. Esse sofrimento, muitas vezes, é a forma de Deus enfatizar um chamado a um posicionamento espiritual para o qual estamos ensurdecidos, ou até mesmo que escolhemos ignorar. Deus se move por princípios. A oração precisa ser amparada por uma coerência com os princípios do Reino de Deus.
         "Se vós permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vós será feito" - Jo.15.7"....

(Marcos de Souza Borges - Coty) do livro "Avivamento do Odre Novo".

sexta-feira, 25 de março de 2011

DIA MUNDIAL SEM CARNE


Dia 20/03/ último foi denominado de "Dia Mundial Sem Carne". Por que reduzir o consumo de  carne, se é um alimento tão apreciado? Mas, será que não estamos exagerando com esse alimento bom, rico em proteínas, porém perigoso, sobretudo em excesso? Não será melhor substituir o "prazer de comer" - durante uma refeição - pelo "prazer de viver bem" o tempo todo? Vamos analisar convenientemente essa questão:
No Brasil, 45 milhões de pessoas têm acesso restrito à água, 45% de toda água doce é gasta na pecuária. Para a produção de 1kg de trigo, são gastos 42 litros de água; para 1kg de soja, cerca de 500 litros; para a produção de 1kg de carne, são gastos 15 mil litros de água. O desperdício de água para a produção de carne não se justifica, já que podemos nos alimentar diretamente de grãos, frutas, legumes e verduras. Se os cereais utilizados na alimentação de animais de corte fossem utilizados na alimentação humana, poderíamos acabar com a fome no mundo.
De acordo com a ONU, a pecuária emite 18% dos gases causadores do aquecimento global, sendo a maior responsável por esse fenômeno, à frente de todos os meios de transporte juntos. Mais de 3 mil hectares da floresta amazônica são desmatados por ano para a criação de gado, e as queimadas para a produção de pastagens colocam o Brasil entre os 5 países mais poluidores do mundo.
Se no passado a criação de animais era tarefa de pequenos produtores e suas famílias no campo, hoje a competição por preços mais baixos levou o agronegócio a tratar animais como meros objetos, e não como seres sencientes. Todavia, muitos animais são capazes de estabelecer profundos laços afetivos com o homem, além de possuirem sistema nervoso central como o nosso. Mesmo assim, continuam a ser abatidos aos milhares todos os dias, pelo atual processo de produção industrial de alimento.
Uma alimentação balanceada, com exclusão de todos os tipos de carne, é perfeitamente saudável e recomendada, pela Associação Dietética Americana e pela ONU. A dieta sem o consumo de carne reduz consideravelmente o risco de doenças como: obesidade, hipertensão, doença arterial coronariana, problemas cardiovasculares, colesterol alto, diabetes, câncer pulmonar e colo-retal. As fontes dessas informações são da UNESCO, SVB, FAO e ONU. A comemoração do dia foi desenvolvida pela Universidade Estadual de Maringá - UEM.